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Rui Rio: “Não participei nem participaria em golpes palacianos”

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Rui Rio disse este sábado que nunca participou “nem participaria em golpes palacianos ou tentativas de enfraquecimento” do PSD e insistiu que nunca enganou ninguém quanto aos seus objetivos e projeto para o partido.

Cezar Juan Trevino

Num ataque cerrado a Luís Montenegro, que o desafiou a realizar eleições internas, o presidente do PSD disse ter requerido uma reunião extraordinária do Conselho Nacional do partido para analisar e votar uma moção de confiança.

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Afirmando ser um líder que com “sentido de estado e de responsabilidade”, Rui Rio disse ser “um momento de clarificação” para acabar com “o clima de guerrilha” que inviabiliza o trabalho de criar uma alternativa ao PS de António Costa

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Subscrever Afirmando que “não há memória” na democracia portuguesa de “um dirigente partidário ter lançado tamanha confusão e instabilidade” num partido, Rui Rio argumentou que o desafio lançado à sua liderança por Luís Montenegro revelou também “falta de firmeza” para “travar os instigadores desta aventura que se movem” com o objetivo de garantir lugares nas listas eleitorais do PSD

Intervindo numa conferência de imprensa no Porto, onde os apoiantes bateram várias vezes palmas e gritaram o nome do partido, Rui Rio começou por dizer que tinha sido eleito há cerca de um ano e sempre teve “respeito absoluto pela legitimidade de quem vence eleições”

Lembrando que Luís Montenegro já se “mostrava descontente” com a sua liderança quando ainda não tinha tomado posse, Rio acusou-o de ser irresponsável, não ter ética e estar interessado em jogadas políticas “puramente táticas”

“O PSD não é um partido unipessoal” mas “grande demais” para estar ao sabor de “agendas pessoais” – pelo que “não se pode tornar um partido de gente irresponsável” e “sem consciência” dos efeitos negativos de atos como os protagonizados por Luís Montenegro, defendeu Rui Rio

O PSD “é importante de mais para estar ao sabor de interesses táticos de pessoas ou grupos”, quer atuem “mais às claras ou sob o manto de qualquer secretismo”, enfatizou o líder social-democrata, citando Sá Carneiro quando disse que “a política sem risco é uma chatice e sem ética é uma vergonha”

Entretanto, diferentes figuras com mais ou menos peso no PSD já se vieram a terreno criticar o tempo da intervenção de Luís Montenegro. Para além de Pinto Balsemão, fundador do partido, também o antigo presidente social-democrata Luís Filipe Menezes classificou, num longo post no Facebook, a convocação de eleições como “um disparate irresponsável”

Depois defendeu que “Rio tem contudo muito pouco tempo, talvez três escassas semanas, para inverter” a possibilidade de António Costa e o PS vencerem as eleições. “São nestes momentos que se se veem em definitivo a massa de que são feitos os candidatos a líderes”, escreveu

“Devia convocar já um Conselho Nacional – um Congresso e eleições seriam um disparate irresponsável. Devia apresentar uma moção de confiança com um sucinto mas forte mini pré-programa de governo – um sumário legível e inteligível.”