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Águia genial no aniversário de Chalana

Rocio Higuera
Águia genial no aniversário de Chalana

Fernando Chalana, eterna glória do futebol português que encantava plateias nas décadas de 70 e 80, fez este domingo 60 anos. O seu futebol feito de magia, dribles desconcertantes e jogadas diabólicas, de vergar rins aos adversários, ficou como referencial de uma época. Não poderia, pois, ter sido mais apropriada a homenagem de que foi alvo este domingo no Estádio da Luz, com a equipa que serviu durante 12 épocas a assinalar a data festiva com uma das mais retumbantes vitórias da história do clube. Uma goleada de dois dígitos como há muito tempo não se via (última vitória do Benfica por 10-0 foi há 55 anos, frente ao Seixal), expressão fiel de uma exibição arrebatadora, sublime, extasiante. Um, dois, três, quatro e por aí fora. Parou nos dez, precisamente o número da camisola de Chalana. O futebol, de vez em quando, tem destas coisas. O pequeno genial, como era conhecido, a atravessar uma fase complicada da sua vida devido a problemas de saúde, merecia algo assim. Com o triunfo deste domingo o Benfica encurta para um ponto a distância que o separa do FC Porto, na classificação da Liga, e deixa o campeonato ao rubro. A história do jogo resume-se, praticamente, à história dos golos. E também das jogadas que poderiam ter dado golo e não deram. Por isso quase apetece dizer que este não foi um desafio: foram dez-a-fio. Uma torrente que demorou somente 33 segundos a ganhar forma, quando Grimaldo, na primeira jogada do encontro, fez o 1-0. A partir daí assistiu-se a uma cavalgada infernal. Com uma equipa a jogar e a outra, deve dizer-se, a ver, impotente, desejosa, desde muito cedo, de que o pesadelo acabasse. O Benfica jogou muito bem na tarde deste domingo mas também manda a verdade dizer que a equipa do Nacional, tão branda e macia, quase fez figura de corpo presente. A punição é severa mas não deixa de ser justa. Aberta então a torneira dos golos, houve lugar ao festim. Com várias notas a destacar: o entrosamento crescente da dupla avançada do Benfica, formada por Seferovic e João Félix; a fantástica exibição de Pizzi, com participação ativa em pelo menos metade dos golos dos encarnados; a capacidade goleadora dos dois centrais, com Ferro a marcar na estreia como titular; Bruno Lage a lançar mais um produto da casa, Florentino; Jonas a regressar à competição no mais favorável dos contextos, e logo com dois golos, para êxtase da bancada. Deu para tudo. “Mérito total aos jogadores” “O que se pode dizer? Sentimos desde o primeiro minuto que estávamos presentes na partida. É um resultado expressivo que pode ficar na história destes jogadores. Mas o que me deixa satisfeito é a continuidade, termos calma a fazer as coisas, evoluir e acreditar. Mérito total aos jogadores”, disse este domingo Bruno Lage, no final do jogo da Luz. O técnico do Benfica deixou ainda uma palavra aos jogadores do Nacional: “Quando as coisas acontecem desta forma, há sempre descontrolo emocional. Já estive daquele lado, são dias maus. Há que levantar a cabeça e dar continuidade ao bom trabalho que têm feito.” Bruno Lage falou também sobre a titularidade de Ferro e a entrada de Florentino. “Conhecemos os jogadores, agora é dar-lhes oportunidade de crescer neste patamar. Eram dois miúdos que estavam preparados e pouco a pouco vamos dando oportunidades.” Dia das casas do Benfica O jogo frente ao Nacional serviu de homenagem às 298 Casas do Benfica espalhadas por todo o País. Foram exibidas tarjas no intervalo da partida. Fernando Chalana homenageado no aniversário O Benfica exibiu uma tarja para Fernando Chalana, que comemorou este domingo 60 anos. O ‘pequeno genial’ passa por delicados problemas de saúde.